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Um blog de opiniões fortes, mas verdadeiras, sobre quase tudo, de uns caras loucos por Jesus...

14 de dezembro de 2011

O meu natal é todo dia

O cristianismo diferentemente das religiões pagãs e do judaísmo, nasceu sem nenhuma celebração religiosa, os judeus tinham suas festas religiosas instituídas pelo próprio Deus (Yon Kippur ou dia do Perdão, Sucot ou Tabernáculos, Chanucá ou Festa das Luzes, Purim, Shavuot ou Festa das Semanas e a Páscoa), as religiões pagãs comemoravam os solstícios de verão e inverno, as colheitas e coisas do tipo, mas o cristianismo não tem festas instituídas por Deus.
É fato que o cristianismo nasceu submergido no judaísmo e no Novo Testamento vemos Jesus e seus Discípulos participando das festas judaicas como cumprimento da Lei. Porém à medida que Cristo é rejeitado pelos judeus, e os apóstolos partem para o mundo gentílico, as festas judaicas são abandonadas e celebrá-las passa a ser até de certo modo, um retrocesso à fé.
Paulo deixa isso muito claro em Gálatas 4.9 – 11, nesse texto Paulo exorta os Gálatas para que eles não voltem às práticas “fracas e sem poder” (cf. Romanos 14.1 – 6) de “observar dias especiais, meses, ocasiões específicas e anos”, Paulo chega até a questionar se seu esforço em pregar-lhes o evangelho não foi inútil. Neste texto, temos uma dura crítica de Paulo a guardar dias como santos ou ocasiões mais específicas. E por que isso?
A resposta é simples, porque quando Jesus, o Messias prometido, veio ao mundo transformou todos os dias em dias especiais, e todas as ocasiões em ocasiões festivas, pois o Rei, o Salvador está presente. Ele habita em nós, Ele está conosco (Emanuel) todos os dias até a consumação dos séculos, a salvação que Ele nos ofereceu é eterna, e deve ser celebrada em Santidade, gratidão e Glórias a Ele todo o tempo em todo lugar, todos os dias do ano, todas as nossas refeições são celebrações para a Glória Dele, quer comamos quer bebamos, quer... A vida cristã é uma festa, é uma celebração, Jesus está vivo, presente e agindo em nós, todos os dias do ano, todo o tempo...
Sendo assim, os primeiros cristãos, pouco a pouco, foram abandonando as festas e celebrações judaicas e pagãs, e tinham como única celebração a festa do ágape (amor incondicional) que era na verdade o culto, realizado todos os dias da semana, de Domingo a Domingo, sempre com a celebração da ceia para que o memorial de Cristo e seu sacrifício sempre estivesse em suas mentes.
Eles abandonaram as festas religiosas, pois elas eram sombras do que haveria de vir (cf. Colossenses 2.16 – 17), e quando a realidade que as sombras apontavam veio, Jesus o Cristo, então as festas perderam o sentido (Hebreus 8.5, 10.1). E foi assim durante os quatro primeiro séculos do cristianismo, a única festa celebrada pelos cristãos era o culto diário e a Ceia do Senhor.
Até que lá por volta do ano 330 d.C., por causa da imposição dos pagãos se converterem, algumas práticas pagãs foram inseridas no cristianismo. A celebração do solstício de Inverno em 25 de Dezembro foi sincretizado e transformado no dia do nascimento de Jesus, o enfeite de árvores das festas pagãs do Yule foram transformadas na árvore de Natal, a troca de presentes e os banquetes da festa pagã da Satumália em honra ao deus Romano Saturno também foram incorporadas ao cristianismo, e até mesmo a idolatria pagã foi absorvida pelos presépios posteriormente.
Essas práticas pagãs estão tão em voga que essa semana quando digitei no buscador Google na Internet a palavra Natal, em suas 10 páginas iniciais apareceram árvores, presentes, papai Noel e milhares de coisas do tipo e uma única imagem de Jesus.
Portanto, para mim, não existe Natal, ele não está na Bíblia, nem é incentivado por ela (muito pelo contrário). A celebração de Jesus é o culto cristão, a celebração de Jesus é a Ceia do Senhor, a celebração de Jesus é de Domingo a Domingo, de Janeiro a Dezembro, 24 horas por dia, em tudo o que fazemos. E só aceito algumas coisas como cantata de Natal e coisas do tipo como oportunidade de comunicar essas verdades cristãs, aos fracos que ainda não entenderam a verdade, que ainda estão escravizados pela guarda de dias, e comunicamos essa verdade cantando e pregando, sem discutir com Eles como ensina Paulo, mas mostrando verdades superiores da Palavra de Deus em Cristo.


Um escravo do carpinteiro de Nazaré
Creuse P. S. Santos


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